CHUA-Insulina sai à rua

O PROJETO

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A IDEIA DO PROJETO

A ideia deste projeto surgiu quando me encontrava em confinamento por contacto com colega com COVID-19. Não estava doente, mas estava obrigada a isolamento em casa. Em novembro de 2020.

Parei e pensei. A insulina fazia 100 anos em 2021. A sua importância – porque salva vidas – merecia uma celebração. E esse aniversário poderia ser comemorado na região e pela região do Algarve. Poderíamos juntar arte, educação e ciência – cruzá-las, misturá-las, sobrepô-las. Isto é, pô-las a conversar, tendo por base a insulina. A insulina ia sair à rua, onde estão as pessoas. Ia estar nas esquinas, nos mercados. Ia passear pelas cidades, pelos campos, dando-se a conhecer de diferentes formas. Para todas as pessoas.
Simultaneamente aguardávamos, com ansiedade, por uma vacina contra o SARS-COV-2. Seria, talvez, a diferença entre a vida e a morte. Como a insulina há 100 anos.
E assim surgiu o projeto.


Ana Maria Lopes

(Animação realizada e produzida por Catarina Calvinho Gil)

FICHA TÉCNICA:

Realização e animação: Catarina Calvinho Gil

Vozes: Maria de Fátima, Helena Jesus, Mónica Pereira e Ana Sofia Marques

Gravação de Som: Pedro Leitão 

Assistente de Som: Adriano Viçoso

Edição de Som e Música: Ansso An

Saímos à rua e conseguimos o apoio da região.

Desde logo o convite ao parceiro que nos fazia sentido a Associação para o Estudo da Diabetes Mellitus e de Apoio ao Diabético do Algarve (AEDMADA).
De seguida, foi lançado o desafio de sotavento ao barlavento algarvio e a adesão das várias entidades contactadas transcendeu as nossas expectativas.
Desafiámos a Universidade do Algarve que envolveu as diversas áreas de formação que ali se disponibilizam.
Desafiámos os municípios, levaram-nos mais longe e a mais gente.
Desafiámos as empresas e associações locais e nacionais, que também quiseram abraçar este projeto.

Um convite a partir do Sul, a Insulina sai à rua para celebrar os 100 anos.

 

O projeto

A insulina foi criada para tratar a diabetes mellitus (vulgarmente chamada apenas de “diabetes”).

O mundo celebra os 100 anos da insulina de diversas formas.

A nível nacional, sociedades científicas e organizações vocacionadas para esta temática têm-no feito.
A nível da região, o Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (iniciativa da Unidade de Diabetologia do Hospital de Faro) aliou-se à Associação para o Estudo da Diabetes Mellitus e de Apoio ao Diabético Algarvio (AEDMADA), para, também aqui, podermos comemorar os 100 anos da insulina.

O impacto do aparecimento e comercialização em larga escala da insulina, marco científico do século XX, foi determinante.

A diabetes caracteriza-se por aumento do açúcar no sangue. A alimentação saudável e o exercício físico regular são fundamentais para o tratamento desta doença.
Existe a diabetes tipo 1, onde a insulina (que todos nós produzimos) deixa de ser produzida. Este tipo de diabetes manifesta-se maioritariamente em crianças e jovens.
No mundo existem mais de 1.000.000 de crianças e jovens diabéticos. Se não existisse o tratamento com insulina, eles não existiriam.
Existe a diabetes tipo 2, que se manifesta principalmente em adultos, destacando-se as pessoas idosas, em que, geralmente, a insulina é produzida, mas não é eficaz na diminuição do açúcar no sangue. Assim, na maioria dos casos, não é vital, como na diabetes tipo 1, mas pode ser importante para melhorar a qualidade de vida e, pelo menos, retardar as complicações relacionadas com a diabetes (olhos, rins, coração, pés).

Pretendemos, com esta iniciativa, divulgar conhecimento, promover a discussão, educar e agir, através de formas menos convencionais. É dirigida para a população em geral, e não especificamente para diabéticos, que têm as suas equipas de saúde.
Pretendemos estimular iniciativas envolvendo várias entidades públicas e privadas e associações, que, em conjunto, celebrarão pela região este importante marco. Realizar-se-ão nos finais de 2021 e início de 2022, durante os meses de novembro (quando se celebra o dia mundial da diabetes), de dezembro (quando a descoberta da insulina foi anunciada ao mundo) e de janeiro (quando foi considerado o primeiro doente tratado com insulina com sucesso).
Pretendemos que este movimento possa constituir uma base para literacia, não só em saúde, mas também em todas as outras vertentes da ciência, da educação e da arte. E que, por isso, se vá perpetuando no tempo, para além do período referido.

É um movimento conjunto. Diferente. Inclusivo.

Pretendemos celebrar a vida. Pretendemos que a discussão surja “na rua”.
Queremos causar impacto na população, negativo ou positivo. Mas que recordem sempre a insulina e as pessoas diabéticas que estão vivas graças a ela.

Conheça aqui o projeto inicial.